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AS SIMETRIAS
Inserido em 2010-12-21  |  Adicionar Comentário

Um dos temas no âmbito da Geometria, introduzido de novo no NPMEB, diz respeito às simetrias. Enquanto que no programa anterior as simetrias se restringiam à simetria de reflexão (designada por simetria axial), agora o conceito matemático de simetria é alargado às simetrias de rotação e de translação e à reflexão deslizante.

- Mas o que se entende por simetria de uma figura?

- Será que a simetria é uma isometria?

- Como abordar estes temas com alunos do 2.º Ciclo?

O conceito intuitivo de simetria é inerente ao ser humano, pois à nossa volta encontramos múltiplos exemplos, quer na Natureza, em animais e plantas, quer na harmonia de algumas peças de arte decorativa.

Se observarmos a ampliação de um floco de neve (figura ao lado), reparamos que, se a rodarmos em torno do centro da figura e segundo um ângulo de 60º, a figura não se altera, tendo todos os pontos rodado do mesmo modo, excepto o centro de rotação. O mesmo acontece se a rodarmos 120º, 180º, 240º, 300º e 360º. Dizemos, então, que esta figura tem 6 simetrias de reflexão.

Mas além destas simetrias, a figura tem ainda seis simetrias de reflexão.

Este tipo de figuras são designadas por rosáceas.

Uma simetria não é mais do que uma isometria que deixa a figura globalmente invariante. E dizemos “globalmente” porque, na verdade, os pontos da figura vão mudando de posição, mas ela permanece inalterável.

No estudo das figuras geométricas, como os polígonos, podemos considerar os que apresentam simetrias, como o quadrado, e os que não têm simetria, como é o caso do triângulo escaleno.

Outras figuras que apresentam simetrias e que fazem parte do NPM são os frisos, que abordaremos oportunamente.


Matematicamente, como podemos definir uma simetria?

De acordo com Eduardo Veloso:

Dada uma figura plana F, chama-se simetria de F toda a isometria S do plano que deixe F invariante, isto é, S(F) = F.

Do ponto de vista didáctico – e apesar de a simetria ser uma isometria e esta, por sua vez, uma transformação geométrica –, achamos que o percurso de aprendizagem deverá ser o inverso, isto é, iniciar pelas simetrias, seguidas das isometrias e das transformações geométricas, como as homotetias. Este percurso permite aos alunos a análise de figuras do quotidiano e das artes decorativas, identificando reflexões, rotações, translações e reflexões deslizantes, com recurso a espelhos e papel de acetato, para seguidamente partirem para um estudo mais abstracto, como é o caso geral das isometrias.

Foi esse o percurso que seguimos no manual MP6 – Matemática para Pensar – de que apresentamos um exemplo, em anexo.

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A Equipa

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Comentários (5)
(Comentário mais recente)
Olá, Maria! Na verdade, as simetrias de rosáceas, frisos e outras figuras, assim como as isometrias aplicadas a figuras, requerem uma actualização por parte dos professores. São temas que, de um modo geral, são novidade no NPM do 2.º Ciclo e para o ensino dos quais a formação inicial nem sempre foi adequada. O Guia do Professor do MP6 e os recursos multimédia que o acompanham e (...) [Comentário completo]
As simetrias | Enviado Por: Maria Soares
Este tema, ou pelo menos o modo como é agora abordado, é novo. Como é suposto que os professores, que não estão a par deste tópico, possam desenvolver conceitos que eles mesmos não dominam ainda? Espero que o manual MP6 contemple orientações para professores e sugestões para o trabalho na sala de aula.
Compreendo-a perfeitamente. É e será muito complicado e a única solução é cultivar a serenidade, a paciência, sob pena de perder saúde e sanidade mental. Como fazer então? Uma atitude: interiorizar e ter sempre presente: CONSCIÊNCIA TRANQUILA DE QUE TUDO O QUE ESTÁ AO SEU ALCANCE O FAZ COM PROFISSIONALISMO. Os demais, famílias, alunos, poderes públicos, políticos & sociedade em (...) [Comentário completo]
Olá, Ana! O seu desabafo, como lhe chama, é um testemunho de uma situação que muitos de nós vivemos e já presenciámos. Infelizmente, há várias causas para essas situações de desinteresse; uma delas é a Matemática ser considerada por esse tipo de alunos como algo muito, mas mesmo muito aborrecido. Esse sentimento foi sendo acumulado durante os sucessivos anos em que a Matemática não (...) [Comentário completo]
Estou a leccionar numa escola TEIP. Os alunos apresentam severas limitações na aprendizagem da Matemática (principalmente em conteúdos que pressupõem visualização no plano, construção e medição de ângulos, etc.). Constatei isso no ano lectivo anterior e neste ano durante a abordagem de ângulos e triângulos, simetrias (ano lectivo anterior, 6º ano) e posição relativa das rectas no pl (...) [Comentário completo]