Não sendo a única maneira de motivar os alunos, o jogo é com certeza um modo de os envolver. Todas as crianças gostam de jogar e sabe-se que o envolvimento e motivação fomentam a aprendizagem, favorecendo a consolidação de conhecimentos e proporcionando momentos ricos de concentração e raciocínio.
Além disso, os jogos podem servir para integrar culturas e favorecer o conhecimento de outros hábitos
e tradições. Numa altura em que nas nossas salas de aula há quase sempre crianças de outros países,
o jogo pode ser um modo de introduzir momentos mais descontraídos de comunicação e de troca.
Vantagens educativas do jogo
1. É um desafio para as crianças resolverem.
2. Coloca as crianças em situações em que têm de cumprir regras e perceber o papel do compromisso numa atividade de grupo.
3. Permite que as crianças autoavaliem o desempenho, que sintam que podem ter sucesso e integrem o erro de forma mais positiva.
4. Favorece a interação, pois implica uma participação ativa de todos os parceiros.
Se, por um lado, é uma competição saudável, por outro proporciona igualmente um contexto estimulador da atividade mental das crianças e da sua capacidade de cooperação (quando o jogo opõe grupos e não indivíduos).
Sendo assim, o jogo é uma actividade lúdica cuja utilização educativa pode contribuir para o desenvolvimento e consolidação de noções matemáticas.
Que papel desempenha o professor?
O professor terá várias decisões a tomar:
- Como vou introduzir o jogo? Faço uma demonstração, convidando alguns alunos previamente escolhidos para exemplificar? Convido um aluno para jogar comigo ou jogo com toda a turma?
- Quanto tempo dedico ao jogo?
- Devem jogar a pares, em grupo ou em plenário? Como vou formar os grupos?
Relativamente ao tipo de grupos, a literatura sugere a formação de grupos mistos em termos de raciocínio abstrato, mas em que a diferença entre os seus elementos não seja muito acentuada. É preferível a formação deste tipo de grupos porque os alunos com um pensamento menos abstrato podem aumentar a sua capacidade reflexiva ao terem de argumentar perante aos restantes membros.
Exemplificamos, em anexo, de que modo é explorada no manual MP6 – Matemática para Pensar a componente lúdica, através da apresentação de um jogo.
Convidamos os colegas a experimentar jogos para consolidar tópicos explorados nas aulas e a fazer chegar até nós os resultados que obtiveram e as conclusões que retiraram.
Aguardamos os seus comentários e sugestões sobre os jogos apresentados.
Participe!
Jogo das simetrias ]
Olá, António Mendonça! Agradecemos mais uma vez a sua participação. Lamentamos, mas, desta vez, não estamos de acordo consigo. O mito de que os alunos se descontrolam nas aulas em situações mais informais de aprendizagem não se reflete na realidade. A nossa experiência diz-nos isso! Pelo contrário, são as aulas em que têm de estar a ou (...)
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