Bruce Rolff
Seamless repeatable Mondrian style painting pattern
Ao longo das duas semanas anteriores, solicitámos a esta comunidade manualescolar 2.0 a opinião sobre qual dos trabalhos de ilustração apresentados seria o mais adequado para integrar o nosso manual de Português de 7.º ano.Esta semana divulgamos o trabalho de ilustração alvo de maior preferência, enquadrado numa proposta de design gráfico.
Detenhamo-nos, agora, numa primeira proposta degrafismo para o manual e na sua relação com a organização e estruturação dos conteúdos.
O aspecto gráfico – que se pretende atractivo, agradável, harmonioso, moderno e adequado à
faixa etária – deverá ser, também, um elemento ao serviço da organização e da hierarquização
dos conteúdos, promovendo a clara identificação dos assuntos e potenciando a fácil
utilização.
Na nossa opinião, é imprescindível que o design gráfico do manual seja apelativo e que nele se disponham com elegância, rigor, equilíbrio, coerência e clareza os diversos conteúdos nas suas diversas hierarquias. O grafismo ditará, portanto, a percepção/apreensão da estrutura interna do manual.
Assim, gostaríamos de auscultar a vossa opinião sobre uma ainda incipiente proposta de grafismo para o manual de Português de 7.º ano!
Propomos, para visualização e apreciação, cinco páginas duplas, sem sequencialidade de conteúdos e com algum texto simulado, composto por:
1) duas aberturas de sequências didácticas: abertura da unidade 1 e unidade 2;
2) uma página dupla que integra a narrativa de autoria de Ondjaki, “Bilhete com Foguetão”, incluindo o trabalho de ilustração escolhido pela nossa comunidade;
3) uma página dupla que integra uma proposta de grafismo para as actividades relacionadas com esse mesmo conto;
4) uma página dupla que inclui a narrativa “Jesus”, de Miguel Torga, incluindo o trabalho de ilustração escolhido pela nossa comunidade.
Nota: Estes documentos estão disponíveis para visualização em anexo, no inquérito associado ao post e na área de recursos de apoio, em versão pdf.
Neste fórum importa debatermos as questões relacionadas com o grafismo geral do manual de Português– o seu aspecto exterior, a sua identidade visual, a sua “imagem de marca”…
O seu contributo é fundamental para nos ajudar a desenvolver este ensaio gráfico do nosso, que esperamos venha a ser o seu, manual de Português de 7.º ano! Carimbe-o com a sua marca…
De acordo com a sua experiência na utilização de manuais, pronuncie-se sobre os seguintes aspectos:
- aspecto visual e função dos separadores;
- aspecto gráfico e organização das páginas de texto literário;
- valor gráfico, organização e densidade da informação das páginas de actividades;
- considerações de âmbito geral sobre o design e a organização de um manual de Português de 7.º ano (por exemplo, a cor como elemento distintivo das sequências didácticas).
Este manual será, também, o reflexo das suas sugestões e, de alguma forma, a sua “imagem de marca”!
Poderá deixar-nos as suas opiniões, de carácter geral, no espaço reservado aos comentários, usando o link «COMENTAR». Se pretender fazer uma apreciação mais específica, de acordo com as nossas orientações, use o link «VOTAR».
A Equipa
Design geral - ensaio gráfico ]
A equipa agradece a participação da Dra. Elisabete Barrosa! Contudo, gostaríamos de dizer o seguinte: este projecto parte do princípio, estribado na experiência dos autores, ambos professores do 3.º ciclo, de que os alunos, na generalidade, não estudam em casa. Esta é uma realidade que nos parece indiscutível. Se não o fazem em casa, têm de o fazer na sala de aula. Quando, no âmbito das muitas acções de formação que faz nas escolas, o Dr. António Vilas-Boas aborda esta questão, há um reconhecimento unânime de que assim deve ser: ainda recentemente em Barcelos cerca de 50 professores concordaram que é necessário fazer os alunos estudar e trabalhar mais na sala de aula, já que em casa pouco ou nada se estuda. Para que o estudo aconteça na sala de aula, para que ela seja verdadeiramente produtiva, são necessárias baterias de exercícios, é necessário trabalho. Por exemplo, relativamente ao CEL, como concretizar o «estudo autónomo» preconizado pelo programa – p. 151? Como fazer com que os alunos terminem o ensino básico sabendo reconhecer sem hesitações funções sintácticas como sujeito ou complementos directo e indirecto? Para não falar do predicativo do sujeito… Porque muitos não reconhecem: pela simples razão da falta de treino – veja-se o texto do Professor João Costa «Conhecimento gramatical à saída do Ensino Secundário: estado actual e consequências na relação com a leitura, escrita e oralidade», in Actas – Conferência Internacional sobre o Ensino do Português, Lisboa, DGIDC / ME, 2008. Os resultados dos estudos levados a cabo por este investigador mostram que os conhecimentos – ou a falta deles – dos alunos são os mesmos de há 20 anos! Por falta de treino na sala de aula, de trabalho na sala de aula, em grande parte. O nosso projecto pretende contribuir para a instituição de mais trabalho na aula de Português – logo, mais aprendizagem. Se por causa disso a mancha gráfica ficar mais densa, assim será. Lembramos que o programa aponta em algum lugar no sentido da exigência. Pela nossa parte, e porque a experiência nos mostra que pelo trabalho se aprende, pelo trabalho se criam melhores condições de comportamento dos alunos na sala de aula, entendemos que tanto o manual como os restantes materiais de apoio ao estudo do projecto devem apresentar uma multiplicidade de propostas. Não para que alguém se assuste, até porque nem tudo o que se apresenta tem de se fazer necessariamente, mas para que alguém trabalhe e aprenda ou cresça. Sobre as ilustrações: ainda estamos no começo. Teremos fotografias e reproduções de quadros também… Votos de um bom trabalho! A Equipa