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O CEL, A ESCRITA E AS SISTEMATIZAÇÕES GRAMATICAIS
Inserido em 2010-01-18  |  Adicionar Comentário
Esta semana continuamos a debater as questões em torno do CEL e a abordagem que dele se poderá fazer no nosso manual. Em fóruns anteriores vem referida/argumentada a importância do reinvestimento no CEL no ensino da Língua Portuguesa. Citando alguns:
- O QUE LECCIONAR NO 7.º ANO? IDEIAS PARA A ANUALIZAÇÃO DO PROGRAMA;
- NOVO MANUAL DE PORTUGUÊS. LINHAS ORGANIZADORAS…;
- LEITURA E COMPREENSÃO: LER PARA CONSTRUIR CONHECIMENTOS;
- A EXPRESSÃO ESCRITA: DOS PROGRAMAS À PRÁTICA LECTIVA
;
- O CEL NO MANUAL DE PORTUGUÊS


O seu tratamento, segundo o NPPEB, deverá desenrolar-se ora em articulação com as demais competências essenciais da disciplina ora através do seu treino autónomo. A este propósito, lê-se na p. 150 do NPPEB: «Passa igualmente pela necessidade de o trabalhar, de forma oportuna e criteriosa, como um domínio de estudo autónomo, apoiando os alunos na organização e na descrição sistemáticas do seu conhecimento da língua e dos textos».

À luz das teorias anteriormente afirmadas, o actual fórum destina-se à apresentação e debate de exemplos sobre:

- o CEL ao serviço da expressão escrita;
- o tratamento autónomo do CEL;
- as sistematizações gramaticais.

O CEL orienta-se para a consolidação e sistematização dos conhecimentos obtidos no
2.º ciclo, tendo em conta que as aprendizagens previstas para esta competência não correspondem na totalidade às preceituadas no Novo Programa para o 7.º ano de escolaridade.

Nesta consolidação entendemos importante retomar aprendizagens já adquiridas para, progressivamente, introduzir novos conceitos e complexificar outros.
Por exemplo, a unidade 0 retoma, através de uma pequena sistematização gramatical, conhecimentos do CEL já introduzidos no ciclo anterior, reinvestindo-os nas outras competências, numa permanente perspectiva oficinal que se mantém, aliás, nas restantes sequências do manual.

O respeito pelo princípio da progressão das aprendizagens levou-nos, nas demais sequências, à construção de actividades que incorporassem gradualmente conhecimentos adquiridos. Daí que, por exemplo, o trabalho de descrição da frase e seus constituintes tivesse de ser precedido pelo tratamento das classes de palavras que intervêm na construção desses grupos, e estas, por sua vez, antecedidas pelo processo de formação de palavras (morfologia flexional).

A sintaxe tem no nosso manual uma importância fundamental e, por isso, recorremos com frequência a processos de descrição através do uso de esquemas organizadores do conhecimento e facilitadores da aprendizagem que, normalmente, concluem processos de didactização por pequenos passos sequenciados. Pensamos que estes “pequenos passos” monitorizam de forma eficaz a aprendizagem e permitem uma rápida consolidação do conhecimento através da sua imediata aplicação.

Os conteúdos linguístico-gramaticais mais complexos ou com os quais os alunos ainda não estão familiarizados devem ser tratados em situações “laboratoriais”. É o caso do complemento oblíquo, cuja introdução se faz por contraste com o complemento indirecto de forma a permitir ao aluno não apenas ser capaz de o identificar mas também distingui-lo de outros com os quais já está familiarizado.

Os recursos que se anexam referem-se:
1) à aplicação dos conectores causais, activados no momento de escrita de um texto de carácter argumentativo;
2) ao treino autónomo do CEL, cujo objectivo é que o aluno compreenda e tome consciência dos mecanismos da língua que intuitiva e implicitamente utiliza.
3) à sistematização de um conteúdo relativo à sintaxe. Trata-se de um esquema que sistematiza de modo eficaz os diversos grupos que constituem a frase.

Dê-nos a sua opinião acerca deste tema e sobre a pertinência de incluirmos no nosso projecto actividades semelhantes às dos anexos, usando os links «COMENTAR» e «VOTAR».


A Equipa
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Comentários (6)
(Comentário mais recente)
Estudar o conhecimento explícito da língua é, para os alunos, uma tarefa quase sempre monótona e desnecessária. Os autores deste manual propõem uma abordagem integrada deste conhecimento, permitindo aos alunos a constatação da necessidade de realizarem esse estudo. As actividades propostas parecem-me muito pertinentes e adequadas ao nível de ensino visado. Além disso, nota-se da (...) [Comentário completo]
Parabéns! Mais uma vez estou ansiosa por ver este novo manual, que, penso, nos irá ajudar na aplicação de exercícios com as diferentes competências interligadas. Muitas vezes, temos alguma dificuldade em arranjar propostas de trabalho neste sentido. Tudo o que o manual nos puder facilitar é vantajoso.
Cara Luísa Lopes, compreendemos a sua posição e também entendemos que o aluno deve participar na construção do conhecimento; contudo, lembramos que no novo programa esta é matéria que o aluno terá aprendido no 3.º e 4.º anos e consolidado no 2.º ciclo. No programa em vigor, esta é matéria já aprendida também antes do 3.º ciclo. A distinção frase simples/frase complexa surge como pre (...) [Comentário completo]
Actividades CEL | Enviado Por: Ulisses Mota
Julgo que as actividades CEL propostas são pertinentes uma vez que partem sempre contextualizadas de um texto e exemplificam como fazer de forma simples e clara. Cada vez é mais importante fornecer aos alunos bons exemplos de como fazer, pois ninguém nasce ensinado. Estas actividades assim planificadas contribuem para a motivação e consequente sucesso das aprendizagens dos alunos: E (...) [Comentário completo]

Os três anexos correspondem a três momentos essenciais no ensino do CEL. Os alunos têm vantagem em beneficiar de um ensino autónomo e outro em contexto de utilização, dos conteúdos gramaticais aprendidos. Assim, sim, serão os tais falantes competentes que todos almejamos. Continuação de bom trabalho!
Considero que as definições quer da frase simples quer dos diversos grupos são apresentadas sem exigir reflexão por parte do aluno ou de forma a que seja ele a construir essa conclusão. A matéria é dada e pede-se que depois a trabalhe... Também julgo que a definição de frase simples apresentada é demasiado simples e pode induzir os alunos em erro (um verbo? e então os complexos verb (...) [Comentário completo]