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CEL e a ORALIDADE
Inserido em 2010-01-25  | Geral  | Testes Categoria  |  Adicionar Comentário

Como vimos em post's anteriores, o novo programa de português do ensino básico atribui uma importância particular ao conhecimento explícito da língua (CEL) quer o seu estudo se faça isoladamente quer em relação com as restantes competências.

Pretende-se que na sala de aula se criem situações diversificadas de aprendizagem que conduzam os alunos a uma progressiva consciência dos mecanismos do funcionamento da língua e mobilizem o saber daí resultante para novas situações de uso.

No caso da oralidade, importa que as acções a realizar coloquem os alunos em contacto com actividades de compreensão oral (escuta activa) e com alguns dos géneros públicos e formais do oral, como a exposição, a entrevista ou o debate.

Importa que os alunos oiçam e saibam reconhecer o que ouvem e que, num momento posterior, reinvistam na expressão oral o conhecimento adquirido. Os géneros públicos e formais do oral favorecem, por seu turno, a interacção que é, na prática, a síntese dos processos anteriores.

Neste quadro de treino das competências da oralidade na sala de aula, que contributos pode trazer o CEL à melhoria das capacidades de compreensão e de expressão?

- Em primeiro lugar, e no caso da compreensão, este contributo ganha relevo pelo direccionamento da escuta não apenas para sentidos globais (a prática mais enraizada), mas sobretudo para sentidos mais específicos, nomeadamente os conectores e os marcadores ou organizadores do discurso que permitam depois o seu reinvestimento na expressão (numa exposição ou num debate, ou numa simples resposta).

- Em segundo lugar, pelo fornecimento de material linguístico próprio de cada tipologia discursiva que apetreche o aluno para as diversas situações de comunicação/interacção com que se confronta na sala de aula, ou com que se virá a confrontar na vida activa. Saber iniciar uma conversa, acrescentar um argumento a um outro, contrapor uma ideia, manifestar discordância, solicitar a palavra, etc., são alguns dos actos de fala que pressupõem um saber interiorizado que se pode (e deve) aprender na sala de aula.

É importante ainda referir que a criação de situações de compreensão oral deve ter ao seu serviço os meios TIC/multimédia, hoje amplamente disponíveis e que tão familiares são aos alunos, visto que permitem, por exemplo, gravar/filmar exposições/intervenções orais e proceder à sua imediata avaliação e respectivo feedback.

No nosso manual procurámos direccionar a escuta sobretudo para a compreensão de sentidos específicos, que possam ser depois reinvestidos em situações de uso (expressão) ou noutras competências, como a escrita, por exemplo.

O exemplo que fornecemos em anexo prevê que o professor prepare a turma para a actividade, de modo a que se predisponha a ouvir. A também poderá fazer-se com o acompanhamento de uma audição/visionamentoficha/grelha de escuta activa que, de forma sequenciada, apresenta tarefas destinadas à verificação da compreensão global (é importante que o aluno perceba o que ouviu) e direccionadas a sentidos específicos (detecção/reconhecimento de conectores, por exemplo) para posterior sistematização e reaplicação em situações novas.

Anexam-se também grelhas referentes a actividades de expressão oral. A primeira é uma ficha de heteroavaliação de uma descrição e a segunda é uma ficha de observação relativa à participação num debate.
Dê-nos a sua opinião acerca deste tema e sobre a pertinência de incluirmos no nosso projecto actividades semelhantes às dos anexos, usando os links «COMENTAR» e «VOTAR».

A Equipa


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Comentários (7)
(Comentário mais recente)
Claro que acho muito interessante e importante a inclusão de materiais para o treino das competências da oralidade. Até agora, poucos ou quase nenhuns manuais integravam materiais para os alunos escutarem e, a partir daí, fazermos um trabalho de compreensão e treinarmos seguidamente a expressão oral. Actividades como a que a equipa nos concedeu são óptimas, sintéticas, actuais e as (...) [Comentário completo]
Faz todo o sentido e completa o manual, se este se apresentar como um produto que serve, não só a compreensão e expressão escrita, mas também a oralidade nas mesmas vertentes. A oralidade nada mais é, senão a expressão de um raciocínio que activa mecanismos que tradicionalmente são objecto de avaliação, no plano da escrita.

Uma pequena reflexão a respeito do tema – oralidade – e do «tempo consagrado à avaliação oral», como refere, por exemplo, a colega  Aurora Gomes. No meu entender, o tempo de avaliação, seja ela melhor ou pior, tem de ocorrer durante a aula curricular. Ouvimos dizer que há escolas com clubes de escrita, pois não têm (...) [Comentário completo]

No secundário, 25 por cento da classificação destina-se à expressão/compreensão do oral. Por isso, já praticamos 2 momentos formais de avaliação do oral, bem como praticamos a heteroavaliação (aos alunos é distribuída uma grelha para o efeito, juntamente com descritores de desempenho). Já era tempo de aproximar os procedimentos entre básico e secundário (acabando com um hiato...). (...) [Comentário completo]
Nada a opor à integração de materiais relativos à compreensão e expressão do oral embora, pessoalmente, ache que é um pouco "chover no molhado", se me permitem usar a expressão. Um dos problemas é o tempo disponível para avaliar esse domínio (sei de escolas que, para contrariar este argumento,  têm no PE um dia - por quinzena, mês, período ou...) consagrado à avaliação oral. O (...) [Comentário completo]
Apesar de já serem uma prática nas minhas aulas as actividades de compreensão oral (audição de textos; de músicas e visionamento de pequenos vídeos), assim como as de expressão oral (apresentação de uma obra, por ex.), continuo a sentir uma enorme dificuldade em avaliar os alunos nestes parâmetros.
Durante muito tempo, o ensino da Língua Portuguesa centrou-se na escrita, interessando apenas que os alunos adquirissem competências de leitura e de escrita. Essa tendência parece, finalmente, estar a mudar. Normalmente, os alunos e mesmo os professores restringem a avaliação da expressão oral às intervenções espontâneas que os alunos vão tendo nas aulas. Não é frequente um ensino (...) [Comentário completo]