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ENSINAR A LÍNGUA MATERNA - 2
Inserido em 2010-03-29  | Geral  | Testes Categoria  |  Adicionar Comentário
Há algum tempo apresentámos aqui o livro de Daniel Cassany Ensenar Lengua. Hoje trazemos à apreciação outro livro deste investigador da didáctica da língua materna que se tem notabilizado principalmente na área da didáctica da escrita.

Trata-se de Construir la Escritura, Barcelona, Paidós, 1999. Desde este ano tem vindo a ter frequentes
reimpressões.

No nosso projecto reflectem-se várias das suas ideias – em perfeita consonância com o NPPEB.

Aqui deixamos algumas:

a) sobre a sua importância;
b) sobre a sua exequibilidade.

1. O processo de aprendizagem da escrita passa por três fases: pré-escrita, escrita e re-escrita, ou, por outras palavras, planificação, textualização e revisão.

2. Na fase da planificação formulam-se objectivos (definem-se os propósitos do texto), geram-se ideias (listam-se informações de vária ordem, desde linguística a factual) e organizam-se essas ideias (através de esquemas, por exemplo).

3. Na fase da textualização elabora-se o texto atendendo a propriedades como a coesão, entre outras.

4. Na fase da revisão operam-se quatro operações básicas sobre os rascunhos: acrescentamento, supressão, substituição e deslocação - precisamente o trabalho que qualquer professor faz ao elaborar uma acta…

Todo este processo deve ser trabalhado e ensinado na sala de aula, rompendo com uma tradição que vai morrendo.

Pronuncie-se, por favor, a respeito deste post, através do link «COMENTAR».

A Equipa



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Comentários (2)
(Comentário mais recente)
Durante o meu tempo de estudante, nunca me ensinaram a planificar um texto ou talvez tivessem ensinado... Não me lembro! A verdade é que só no 10.º ano compreendi a importância de um rascunho e verifiquei a necessidade de reformular um texto. Como professora, durante muito tempo cometi o mesmo erro que haviam cometido comigo: corrigia composições, mas não ensinava os meus alunos a (...) [Comentário completo]
A obra referida remete para técnicas clássicas de ensino de escrita, incluindo as três fases citadas, muito familiares dos professores de Língua Portuguesa. Ou de qualquer língua, neste caso. A escrita ocidental obedece aos mesmos princípios de ensino, salvaguardando as especificidades intrínsecas a si próprias. E ao longo deste projecto, uma das conclusões que se poderão tirar é qu (...) [Comentário completo]