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O NPPEB E A PROMOÇÃO DA LEITURA – I
Inserido em 2010-05-10  |  Adicionar Comentário
1. Quando entrou em vigor o programa de Língua Portuguesa para o Ensino Secundário,
em 2003-2004, muitas vozes se levantaram acusando-o de conter pouca literatura. Estas
vozes, frequentemente, falavam sem sequer ter lido o programa, já que ele contém
literatura em todas as suas catorze sequências, com excepção da primeira… Segundo
essas vozes, com este programa, os alunos, privados da literatura, perderiam o gosto
pela leitura…

2. Em todas as sequências, desta vez sem excepção, aparecia no programa uma figura denominada Contrato de Leitura. Não se traça aqui o destino desta actividade e as consequências que teve nas escolas, associada ao lançamento do Plano Nacional de Leitura (PNL).

3. O que se testemunha aqui é o facto de nunca se ter lido tanto nas nossas escolas – imensa literatura também – como hoje. No Ensino Secundário este facto resultou do Contrato de Leitura.

4. O NPPEB tem associada, refere-a explicitamente, uma «iniciativa» já nomeada, o PNL.
Isto é, este programa tem na promoção da leitura um dos seus objectivos primeiros.

5. Assim sendo, deixamos aqui algumas questões:

5.1. Como têm os manuais de Terceiro Ciclo tratado a promoção da leitura - «leitura recreativa» na designação do programa em vigor – desde 1991? Lembramos que também este programa tinha a promoção da leitura como um objectivo importante.

5.2. Como podem os futuros manuais abordar esta questão? Que estratégias podem propor? Como gostaria de ver tratada a promoção da leitura neles?

Deixe-nos a sua opinião, através do link «COMENTAR».

A Equipa
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A leitura, embora reconhecida como competência essencial, não foi sempre valorizada nas aulas de Língua Portuguesa. É verdade que nunca, como nestes últimos anos, se falou tanto na importância da leitura e, sejamos honestos, tal facto foi mesmo impulsionado por uma imposição do programa. Quer professores, quer alunos foram obrigados a enfrentar as dificuldades apresentadas pelo desenvolvimento desta competência e a tentar resolvê-las. Não é fácil, para o aluno, "sentar-se a ler um livro", que posteriormente terá de apresentar aos colegas. Do mesmo modo, não é fácil, para o professor, acompanhar todos os alunos nesta actividade e procurar sugerir-lhes as leituras mais adequadas e mais interessantes. Parece-me, no entanto, que alunos e professores fizeram grandes progressos neste domínio.